II Semana de Humanidades: do K-POP à política

Agitando os muros da rua Estela, a segunda edição da Semana de Humanidades do Band foi recheada de debates, exposições e oficinas que trouxeram assuntos relevantes para os alunos. Entre eles, os principais foram: Brasil no mundo, violência, economia digital, educação e cenário político e eleitoral atual.

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Tudo isso foi organizado pelas Coordenadoras Ana Cíntia Albuquerque, de História, e Márcia Abdo, de Geografia.

Rubens Ricúpero

Rubens Ricúpero

Logo na abertura, o Studio 268 recebeu o jurista e diplomata, Rubens Ricúpero, para conversa mediada pelo professor colaborador de Relações Internacionais da USP, Alberto Pfeifer, sobre os refugiados no Brasil.

Mônica Bergamo

Mônica Bergamo

Em outros dias, a jornalista Mônica Bergamo conversou com os alunos sobre as eleições que acontecem ainda esse ano e um encontro com Ivan Marques, do Instituto Sou da Paz, trouxe dados e estimulou o debate sobre a violência no país. Além disso, outros dois momentos trouxeram os alunos formados no Band Gilson Schwartz, economista e sociólogo, e Caio Dib, jornalista, para conversas sobre, respectivamente, economia digital e educação.

Caio Dib

Caio Dib

A aluna Marina Neves, da 2.a série do Ensino Médio, conta que, por ser do Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart), pôde compartilhar com seus colegas sua experiência na escola pública durante o encontro com Caio Dib. “Eu aprendi que a gente só quer ser ouvido, mas às vezes não prestamos atenção no que a pessoa que está bem ao seu lado quer falar”, disse ela.

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“O objetivo era desenvolver o aluno como cidadão”, disse Márcia sobre a proposta do evento. “O que mais me impressionou foi a receptividade e participação dos alunos. Eles têm necessidade de falar sobre isso”, completou Ana Cíntia.

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Enquanto essas atividades aconteciam no Studio 268, os intervalos do Ensino Fundamental contaram com oficinas de dança do estilo K-POP, apresentação musical e exposições de arte, com a mostra “Basquiarte” dos alunos da eletiva “Do Ateliê aos Museus” e trabalhos do 6.o ano do Ensino Fundamental.

Participe da Semana de Humanidades

Você pode participar de duas formas:

1. Participe do concurso de vídeos sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os 3 melhores vídeos serão premiados!

Inscrições e informações no guia de série do seu ano.

2. Tome conta do palco! Os estudantes interessados em apresentar sues talentos nos intervalos durante a semana devem se inscrever clicando aqui.

Semana de Humanidades

Direitos humanos e sociedade: conversas com o professor Alberto Pfeifer

Refletindo sobre democracia e sociedade, duas conversas com o professor colaborador de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo, Alberto Pfeifer, trouxeram os temas: “Direitos humanos no século XXI: Evolução e perspectiva” e “Economia, política e sociedade global: tendências e perspectivas”.

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Pfeifer é consultor das eletivas “Democracia e direitos humanos” e “Economia, política e sociedade: tendências e perspectivas” do Band e os eventos, abertos para todo o Ensino Médio, foram uma maneira de mostrar um panorama geral das aulas e também complementá-las.

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Durante o primeiro encontro, foi falado sobre o histórico das tentativas de construir leis universais que garantissem direitos básicos a todos. Além disso, o educador trouxe para reflexão as metas do desenvolvimento sustentável e os obstáculos da democracia mundial. “O professor trouxe gráficos muito interessantes e dados sobre a democracia ao redor do mundo”, disse a aluna Mhira Mindlin, da 3.a série do Ensino Médio.

“Ele nos deu um material muito rico e propôs um diálogo onde todos os alunos foram estimulados a participar e refletir de forma intensa”, comentou a professora de História e responsável pela eletiva “Democracia e direitos humanos”, Marina Consolmagno.

A segunda conversa teve como objetivo mostrar aos alunos como a tecnologia vem influenciando cada vez mais as decisões políticas num mundo globalizado, onde todas as questões estão integradas. Além disso, também foi dado um panorama geral de como a economia funciona numa sociedade conectada.

“A ideia era complementar e expandir os conteúdos das eletivas e mostrar sua aplicabilidade. Acho que os alunos ansiavam por isso. Precisam desses temas para se identificar como parte da sociedade”, contou Pfeifer.

35.a conferência do MONU-EM: Combate à corrupção

Chegando à 35.a conferência de simulação da ONU, alunos do curso MONU-EM (Modelo das Nações Unidas para o Ensino Médio) debateram sobre medidas de combate à corrupção no mundo. Junto às professoras Regina Mara Fonseca, de Geografia, e Marina Consolmagno, de História, cada dupla se colocou no papel de um país para pensar sobre o problema atual.

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Os alunos tiveram que mergulhar no tema, estudando sobre como a corrupção é tratada pela ONU e pelos países que deveriam representar.

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Para a professora Regina Mara essa foi uma oportunidade para que eles entendessem a fundo sobre um assunto atual e sempre presente nas capas de jornais. “Eles puderam pensar sobre a corrupção e entender como ela funciona, é apenas compreendendo-a que podemos fazer a nossa parte”, comentou ela.

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“Acho que foi muito importante e legal discutir esse tema em âmbito Internacional para termos ideia de como é a corrupção fora do Brasil, que também pode ocorrer em grande escala, principalmente nos dias de hoje”, contou Clarisse Cecconi, aluna da 1.a série do Ensino Médio que, durante a conferência, representou a Rússia.

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Além disso, a professora explica que o conjunto de conhecimentos adquiridos pelos alunos permite que estes entendam melhor a situação atual do país. “Eles viram que existem mecanismos de combate à corrupção, que não é algo impossível”, disse Regina Mara.

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Para encerrar o MONU-EM, os alunos se reuniram para ler a resolução da conferência e receber os certificados do curso, além da tradicional premiação dos melhores delegados e delegação.

1.a Semana de Humanidades: Cidadania no foco dos debates

Com a ideia de integrar as disciplinas de Humanas e conversar sobre cidadania, o Colégio foi palco para as reflexões trazidas na 1.a Semana de Humanidades. Foram cinco dias de encontros que promoveram debates e discussões.

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jovens empreendedores sociais

A Semana de Humanidades reuniu: uma conversa com jovens empreendedores sociais brasileiros que estudaram no Estados Unidos, um diálogo com refugiados da Síria e do Congo, uma atividade participativa para refletir sobre direitos humanos, uma palestra do crítico Rubens Ewald Filho para discutir a cena atual do cinema e um debate com a promotora Nathalie Malveiro, a respeito do filme “O Silêncio do Céu”.

refugiados do Congo e da Síria

refugiados do Congo e da Síria

O evento, organizado em conjunto pelos Departamentos de Geografia, História, Língua Portuguesa, Artes, Língua Inglesa e Língua Espanhola, teve como principal objetivo integrar as disciplinas, enriquecendo as reflexões. “Todos precisamos  conhecer o significado de cidadania no Brasil. É preciso criar um aluno crítico que saiba dos seus direitos”, explicou Ana Cíntia Albuquerque, Coordenadora de História.

atividade participativa para refletir sobre direitos humanos

refletindo sobre direitos humanos

A Coordenadora de Geografia, Márcia Abdo, contou que a semana proporcionou encontros que sensibilizaram e mobilizaram os alunos acerca de assuntos importantes da atualidade. “Temos que conversar sobre esses temas de uma forma generosa, respeitando as diferentes opiniões”, disse ela.

crítico Rubens Ewald Filho

crítico Rubens Ewald Filho

Rebecca Darakjian, aluna da 3.a série do Ensino Médio, destaca a necessidade de encontros como os que foram trazidos pela Semana de Humanidades. “Gostaria que o evento se repetisse nos próximos anos trazendo novos assuntos. Para mim, a lição que ficou foi a de respeitar o próximo”, contou a aluna.

promotora Nathalie Malveiro

promotora Nathalie Malveiro

Durante seus cinco dias, a Semana de Humanidades com grande adesão por parte dos alunos que lotaram a maior parte dos encontros. “Os alunos receberam muito bem. Isso mostra a importância de ter esse espaço dentro da escola”, concluiu a Coordenadora Ana Cíntia.

Band no Harvard Model Congress Latin America

Em uma oportunidade de argumentar em inglês e simular as relações governamentais, alunos da 2.a série do Ensino Médio participaram do Harvard Model Congress Latin America (HMCLA). O evento, que ocorreu no Centro Universitário Belas Artes, contou com a participação de escolas do Brasil e Honduras. Os alunos foram acompanhados pelas professoras do MONU-EM Regina Mara Fonseca, de Geografia, e Marina Consolmagno, de História.

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Em sua 4.a edição, o HMCLA trouxe simulações de governos, congressos e conferências onde os alunos representaram países da América Latina ou pessoas como ministros, juízes, deputados e senadores. Dessa forma, os alunos puderam compreender, na prática, as grandes questões do mundo atual, as posições de cada país, os limites das negociações e a hierarquia de poderes.

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“Foi uma experiência incrível. Tivemos discussões muito interessantes e produtivas. Estávamos lidando com problemas reais que afetam o mundo em que vivemos e pudemos observá-los de várias perspectivas diferentes” explicou a aluna Maria Paula Carbone, da 2.a série do Ensino Médio, que recebeu uma menção honrosa por sua participação representando Cuba na Conferência do Conselho Econômico Para América Latina e o Caribe.

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Como todos os debates eram realizados em inglês, um dos grandes ganhos foi a oportunidade de usar a língua estrangeira em um contexto real. “Acho que os alunos tiveram a chance não apenas de argumentar, mas também de pensar em inglês, já que essa é a língua usada na diplomacia internacional”, completou Regina Mara.

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O evento foi organizado por alunos da Harvard University que estiveram presentes como mediadores das negociações. “Os nossos alunos tiveram um ganho enorme no contato com os estudantes de Harvard que contaram muito de suas experiências e permitiram que os alunos refletissem sobre suas vidas escolares”, concluiu a professora Marina.

Fórum FAAP: o mundo é aqui

Discutir o mundo sem sair de São Paulo. Imersos no universo do Fórum FAAP, oito alunos tiveram a oportunidade de discutir política, fazer amizades e superar a timidez. A ideia do evento é reunir estudantes de 46 escolas para, em simulações de conferências internacionais, discutir assuntos globais. Essa foi a 13.a vez que o Band participou do evento e, nesta edição, os alunos representaram a Venezuela e a Áustria.

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Falar em público, articular argumentos, trabalhar em grupo e fazer negociações foram algumas das habilidades exigidas pelo Fórum. Ao desenvolvê-las, os alunos aprendem a fazer política. “Este ano o maior destaque foi a forma como muitos alunos superaram a timidez e, por isso, também amadureceram”, ressaltou a Professora de Geografia, Regina Mara.

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A integração entre adolescentes de diferentes escolas e lugares proporcionou um intercâmbio de conhecimentos além da criação de novas amizades, já que todos ali tinham um interesse em comum: a diplomacia.

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Há no Colégio um modelo próprio de simulação da ONU, o MONU-EM, coordenado pelas professoras Regina Mara Fonseca, de Geografia, e Marina Consolmagno, de História. A simulação do primeiro semestre, por exemplo, envolveu 36 alunos do 1.o ano do Ensino Médio que discutiram sobre o uso de tecnologia militar e os direitos humanos nas atuais guerras. “Por causa dos conhecimentos de diplomacia que o MONU-EM proporciona, os alunos são sempre importantes nas conferências do Fórum” concluiu Regina Mara.

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“Participar dessas simulações é sempre divertido e ao mesmo tempo bom para treinar como falar em público, negociar, discutir ideias. É bom ter versatilidade para lidar com temas diversos em qualquer momento”, disse o aluno João Gado, da 3.a série do Ensino Médio, que participou pela segunda vez do Fórum e pela quarta vez da simulação do MONU-EM.

Band participa de Fórum da UNESCO na Arábia Saudita

A professora de Geografia e CPG, e responsável do MONU-EM, Regina Mara Fonseca, viajou até a Arábia Saudita (Riade), representando o Band no sétimo Fórum Internacional de ONGS da UNESCO. O evento teve como objetivo debater a juventude e seu impacto social e contou com a presença de 400 organizações de 70 países somando mais de 2.000 participantes, além de personalidades notáveis como Jimmy Wales, fundador da Wikipédia. A UNESCO é uma agência da ONU (Organização das Nações Unidas) especializada em cultura, educação e ciência.

Prof.a Regina Mara (centro)

Prof.a Regina Mara (centro)

O Fórum discutiu as habilidades e competências que o jovem precisa desenvolver para acompanhar um mundo que está em constantes mudanças. Assim, foram abordadas a criatividade para lidar com diferentes situações, a positividade para lidar com a frustração, a aceitação do erro e a empatia para se solidarizar com o outro e, assim, tornar-se mais tolerante.

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Além disso, foi debatida a importância da comunicação entre os jovens, já que é necessário saber se expressar e debater num mundo globalizado. Tal habilidade já é trabalhada no Band com os projetos Idade Mídia (Oficina de Mídias), MONU-EM, nas aulas de STEAM e CPG.

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“O Fórum foi uma experiência muito enriquecedora já que, além do contato com pessoas de diversas nacionalidades, também refletimos muito sobre a necessidade de mudanças na educação mundial. Muitas delas caminham na mesma direção que as transformações que estão ocorrendo no Bandeirantes já que estas pretendem desenvolver habilidades que possam preparar melhor o jovem para o mundo que o espera”, contou a Professora Regina Mara Fonseca.

Conferências internacionais encerram o projeto ICONS

O ICONS (International Comunication and Negotiations Simulations), é um curso direcionado para as 2.as séries de Humanas. Estas simulações de conferências internacionais são coordenadas pela Universidade de Maryland (EUA) e contam com a participação de vários países, sendo o Bandeirantes o único representante brasileiro.

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O projeto promove simulações para debater grandes questões internacionais. A partir desta pedagogia de resolução de problemas, os estudantes desenvolvem as habilidades de pesquisa, trabalho em equipe,exposição de ideias e desenvolvimento de propostas de intervenção, competências muito importantes para que se atinja sucesso no mercado de trabalho.

Orientados pela professora Fernanda Zuquim, os alunos se prepararam para as conferências que ocorreram nos meses de outubro e novembro, na qual, questões de Direitos Humanos, Segurança Internacional e Desenvolvimento Sustentável foram abordadas.

Cada grupo de alunos representa um determinado país e, para que se promova o maior entendimento e engajamento dos participantes, a simulação ocorre em três fases: correspondência diária para os países negociarem, negociação de propostas e conferência em tempo real.

“O Band faz parte deste projeto há vinte e dois anos, contudo esta foi a primeira vez que um aluno foi o mediador da conferência. Fiquei extremamente orgulhosa dos alunos João Costa e Maria Pereira, uma vez que demonstraram domínio completo da Língua Inglesa e, portanto, desempenharam esta tarefa com uma proeminência ímparÉ importante ressaltar também que, a partir do ano que vem, todos os alunos do segundo ano poderão participar do ICONS. ”, finalizou Fernanda.

Eclésia fecha o ano de Cidadania

Para encerrar o curso de cidadania dos segundos anos de Humanas, os alunos participaram de uma Eclésia. No encontro foram discutidas algumas das questões políticas e sociais em evidência no Brasil.

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Durante o curso do Cidadania, os alunos realizam atividades que estimulam a reflexão sobre diretos e deveres dos cidadãos. A partir destes trabalhos, os estudantes se aprofundam no tema que será apresentado por eles no dia da Eclésia.

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Redução do foro privilegiado, legalização do aborto, violência contra a mulher, descriminalização da maconha e investimentos na saúde, educação e mobilidade urbana, foram apenas algumas das discussões sobre assuntos de maior importância no cenário brasileiro atual.

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“A Eclésia foi novamente um sucesso. As constantes intervenções do público com perguntas e comentários sobre os assuntos levantados enriqueceram muito o debate dos temas abordados. Além disso, é preciso destacar a postura extremamente madura dos alunos para discutirem questões tão delicadas ”, destacou a professora de História, Marina Consolmagno.